Nada se pode fazer já que o grito pobre me machuca pedindo comida
os jogos de braços e pernas são jogados nas terras que cobrem e adormecem o cheiro de sexo
Meus olhos são colocados nas frestas da paixão
Seu corpo lunar desce pelas plantações animais
Animais debruçam as peles molhadas umas nas outras
Boiam as vestes nas gargantes frias
Tremem os braços da agonia
Molham todo o corpo claro afogado em solidão
Solidão saudável
Solidão eterna
Solidão que guarda imãs
O apego vem a mim abrindo toda a energia das bolhas
E hoje os abrigos serão repletos de outros corpos
A propriedade é colocada em mim
Junta-se ao zoomorfismo cruel
Matando toda e qualquer fala que ultrapasse o instinto
Fala que vá ao consciente tremendamente burro
Barracas de mel sugam o chocolate escuro fechado
Minhas mãos buscam as velas que cheiram cor de banho
Meus plásticos vazam e jorram uvas
Meus pés pisam fazendo vinho bom para ser passado no seu corpo
Corpo belo
Corpo do homem animal
Corpo do animal homem
Corpo duro
Corpo bom
Corpo quente
Jogue esse corpo em qualquer canto, de qualquer modo, para que nele eu me encaixe
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