O esplendor da aurora cobre meus olhos recheados de vinho seco
Cantando o ritmo dos telefonemas mal colocados eu sinto meus dedos cobrindo a bela sujeira do espaço
Minhas escápulas são afastadas e sentem o suor da coluna cintilante
Meu fingimento não é capaz de existir enquanto a solidão é o bocejo
Seus desejos reprimidos fazem da pobre menina, uma miséria de sinceridade
Suas vidas inteiramente acobertadas de falsidade
Irão apenas cheirar a fome da relação bem encaixada
Meus olhos descem nos braços mulatos onde minha boca passa num ritmo dionisíaco
Faltava a alegria de Assis para nosso sorriso criar a sinceridade infantil do prazer
Meu balanço mora na sensação prazerosa do fazer teatro
Mandando a brasa dos seus olhos que chegam com o som da sedução
Nas bolas de verdes sonhos, seus olhos piscam lentamente
A paixão se vai com o caminhar das nuvens
A certeza do chorar volta aos meus olhos com gosto de cansaço
A monotonia refletida pela falta de você
A falta de você transformando todo e qualquer andar, comer e pensar
Seu cheiro chega em mim pela companhia residencial
Cheiro de corpo misturado com corpo
Cheiro de amor fino comido no alvorecer
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