sábado, 21 de abril de 2012

Esperas

Sinto a falta daquela barba mal feita tão gostosa
Da sua simplicidade tão sincera
Quero os pássaros do seu pensamento aqui comigo
Peço a voz da sua originalidade colada em meu ouvido, lambendo, com os dedos, os meus pés que chamam seu cheiro molhado e exercitado
Sua razão perplexa
Seu espanto mundano
Seu queixo lambido
Seus olhos leves respiram minha boca molhada
Meus cílios te atraem para a pureza dos abraços encaixados, sinceros e frequentes
Quero sua alma posta em palavras e pesando na areia da minha praia.

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