sexta-feira, 20 de abril de 2012

Solos de vinho

Todos os olhos adormecem no fogo da sua barba magra
Suas uvas de prata inocentes distorcem meus braços e suores caídos nas postas do pés
Os cavanhaques da solidão balançam meu peito mole que jorra sangue pelos furos estreitos
No fundo da escuridão, eu saio repleta de dor e amor
Esperando as peles dos membros sexuais serem convocados pela musicalidade bonita do esverdeado mar dos seus olhos
Minha pele gosta do seu toque repleto de salpicão molhado todo sugado pelos olhos das palavras novamente mal resolvidas,
As danças populares me colocam nos mastros repletos de moedas que pedem amor, vida, respiração e verdade
Só quero aquilo que for verdadeiro
Eu só vou distribuir o que aqui tiver de mais sincero,
O que é inocente repleto de malícia
O que sente medo mas brinca de sexo perigoso
Na solidão, meus pés juntam-se urdindo tensões irrompíveis

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