terça-feira, 17 de julho de 2012

Baralhos indesejáveis

Vamos fingindo um suspiro quando a ventania derruba a persona tão visível quanto o ar.
Quadrados engradados vão se fazendo num dia nublado e frio, 
roupas secam enquanto o desejo aumenta no colo de um beijo de ressaca.
A pele vai se acomodando e mãos vão passando onde uma televisão é incapaz de aprofundar.
Acordo no chão envolvida por um braço que lembra a triangulação indecifrável e improvável.
Ele fecha os olhos com a boca cada vez mais espremida e bolhas saem do pensamento fazendo corpos mudarem juntos de posição.
Pele e pele carecem de um céu azul que toca onde deitam bocas e sorriem os olhos.
O calor de uma música indo pro interior emagrece a sombra do meu intestino que coloca para fora as toxinas gordas do meu nervosismo.

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