Amo essa sensação
A sensação de sorrir para desconhecidos nas ruas
De olhar nos olhos dos desconhecidos
De abrir o corpo ao que estiver por aí
Uma gota de paz interior alonga os músculos de luz pelos olhos urbanos
Meu corpo amanhece fazendo dormir as toxinas
Precisei do distanciamento, da doença, da diarreia
Para que viesse o bem querer de uma dança solta e uma yoga clara
Já que coloco meus olhos nos pés de leões falsos,
faço das imitações os bancos elevados.
Vão fazendo corpos tortos em oficinas
e jogando pelos nas escrituras rudes
A fumaça de nuvem transborda a beleza da luz
Prédios de república lembram as saudosas intenções e vontades
Vontades dos beijos e corpos dançantes nas escadas de incêndio
O elevador traz o medo e o nosso futuro tão inexistente
Sua existência distante ainda é dolorida
Minha idealização ainda é pobre
A lua ainda fica onde você está
Você ainda vive como uma máquina gostosa
Como um homem belo
Um desejo loiro de academias
Mas os lábios são fechados
E o prazer é seu
Ainda
Ainda que venha a água molhando os matos
Ainda que livros sejam jogados no passado
Ainda que jovens idealizados passem com moles madeiras
Ainda que o corpo relaxe
Ainda que a fogueira volte a acender
Amor é pra quem ama
Já vem o tempo das meninas cheirando homossexuais
A constante invenção acabaria com a distância
A instável paixão persegue a solidão
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