No fundo, eu te acho bem dissimulado
Na verdade, você deve ser bem falsa aparência
No fundo, não sei qual a sua verdade
Na verdade, não há sinceridade em nós
A minha verdade está no gosto
Está no amor que dou aqui e ali
Está na pequena paixão
Mas estão mais no deslocamento de paixão
No deslocamento de nomes, de mesmos nomes
Na transposição
Na substituição
O que existe, na verdade, é a substituição
Ou a transposição
Ou a simples diferença que me apoia em você
Eu escrevo, você finge que não lê, você finge que lê, você finge que esquece, você finge que internet não tem olhos nos olhos, mas a sua dissimulação tenta esconder isso tudo.
Você vai apimentando seu olhar enquanto fala comigo
Mas você tira a verdade do sabor
E a sinceridade do calor
Onde está a verdade?
O que transborda a mediocridade da dissimulação, dos charmes superficiais?
Nenhum comentário:
Postar um comentário