Como é lindo o Fritz Dobbert da rodoviária Tietê,
exalando sons belos,
tons com sabores que vão chegando num lugar onde só olhos podem transparecer.
E olhos que se estendem por todo o corpo,
fazendo da matéria a expressão das peles unidas a ossos gaseificados amolecidos pelos músculos fortes e porosos.
De vermelho o som vai sendo finalizado
e nos olhamos como se eu implorasse mais sensações vindas pelas suas mãos que fazem sons agudos e tão belos quanto o laranja do céu.
A chave da clavícula vai sendo lançada e vou me lembrando dessa minha alma dada,
alma de puta.
As putas sim são felizes, são obedientes a si mesmas.
Putas,
não prostitutas.
As putas ignoram as belas morais para ouvir seus desejos,
ignoram a reprovação para engolir o gozo,
ignoram a eterna solidão para incorporarem cada um a cada momento.
Barbas que me olhando lançando Béla Bártok estudada com afinco.
Vão sendo cantados aplausos doces que choram por ouvir Cazuza deliciando o interior do mundo,
o mundo moinho.
Ah Cazuza...
Respeito à sua dita vida toda errada, ao seu êxtase, ao seu sabor doado aqui e ali.
Poeta do amor, homem da dor, ser da arte, ser da vida.
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