A nudez de alma vai me carregando como as músicas do bilheteiro
O sorriso surge no cu e vai chegando como o curso de um rio aos lábios, quaisquer lábios
O olhos vão engolindo bocas e as bocas vão engolindo corpos
Bolas de futebol completam o estádio da nudez
A nudez dos bichos humanos
A nudez sábia dos bichos humanos
A nudez performativa dos artistas
A nudez bela dos seres
A nudez mal vista pelos sérios normais
A hipocrisia das convenções que tiram o pensamento dos homo sapiens sapiens
A roupa anda tirando os sapiens e tornando-os homoideias
O homoideias excluindo o homossexual
O homoideias que se esconde atrás das convenções, das regras, da seriedade
Seriedade relativa dos tempos, dos homens, dos pensamentos
Relatividade que corre no sangue dos reais homo sapiens sapiens
A subjetividade pairando na pele que cobre os ossos molhados em verdade
A objetividade destruindo os músculos infinitos dos seres
E o ego vai reinando
O principado da individualidade e monogamia vai sugando os sapiens sapiens
E eu não sei nem mais quem sou
E eu nunca saberei quem sou
E a que se destina estarmos vivos?
E por que não ir atravessando, rasgando os cordões das roupas e das homoideias que estão plantadas nas raízes dos cabelos das minhas raízes biológicas?
Por que não bater a cabeça nas convenções dos seres que mais amo?
Por que não dar amor aos que me amam?
Por que não cerrar as raízes dos seus cabelos trazendo a nudez capilar, a nudez da alma, a nudez do ser?
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