Câmeras vão escorrendo em meus pulsos e ruas pulsam na minha pele
As gotas de planos fechados chamam uma angústia
Estranhas amizades surgem olhando tremendo
Beijos parados cobrem curtas vozes em tons exatos
O elevador de anos trazem misteriosas loucuras ruivas
A vida vai se escondendo nas mentiras e intuições clareiam o passado
Onde estaria a arte?
A generosidade vai sendo comida pelos pobres egos
Ando numa corda bamba ouvindo passados doloridos
Ali vou contando a São Jorge as frustrações passadas
São as ruas vivas fazendo a vida pulsar
A vida ser
Capuano vai plantando verdade nos olhos e corpos inteiros que vagam pelo ar sentindo fogo
O sangue corre entre os pés e sobe observando as articulações transeuntes
Choro as lágrimas guardadas no meu peito
Escorro moinhos plantados em minhas angústias coloridas
Angústia da sensação mole que amortece minhas sensações mais requintadas
Vou sorrindo pela rua, fazendo cair lágrimas que escorrem depois de espremer arte para pessoas na rua
Vamos jogando ações imaginárias
Focos performáticos explodem nas calçadas, ruas, praças, faixas de pedestres, explodem na cidade
É na rua onde estamos vivos
A rua faz meu corpo querer correr, voar, subir em estátuas da Marechal Deodoro, fazer de plantas defecadas computadores viciantes, olhamos os meninos e brincamos jogando bolas para o alto, transformamos mãos em celulares
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