A liberdade é pequena.
Gaiolas nos prendem até termos vergonha de quem nós somos.
O sopro de vida que pulsa nas nossas genitais não pode ser sufocado e escondido.
Vou arrombando portas e mostrando quem realmente sou,
a dor e a delícia de ser o que é.
Fácil é aceitar meu eu, minhas ideias, gostos e pensamentos,
escancará-los escondendo os olhos,
fechando e cobrindo com véus o rosto da verdade.
Basta que o verdadeiro seja escondido e fingido.
Eu e nós precisamos pulsar verdade,
despudorar olhos e ouvidos,
amar por amor,
não por reputação e aparência de boa moça.
Amor é pra quem ama.
Nosso sangue carrega amor, por que sufocá-lo como se amor fosse restrito?
Romper as restrições do amor ao que está aqui,
o amor à família,
infinito amor à família que não cabe em suas ideologias e olhares.
Sou a gota do desgosto,
mas sou o que explode em mim.
Sou a cara no lixo, a frustração e o telefonema silencioso transportando mensagens performáticas.
Não basta ser.
É preciso jogar longe o que possa esconder e mascarar o ser.
Coloquemos amor nos olhos para quem anda na rua,
sorrisos e bons dias a senhoras desconhecidas.
Coloquemos poesia na vida, falemos poesia à rua.
A febre do rato grita e canta exaltando amor e liberdade, mas acaba jogada e em mortes afogadas.
A boa partida, que exala amor, dor e vida é maior que qualquer placar injusto,
placar que prende e mata
quem
grita
por
vida.
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