Eu sou feita de tintas espalhadas e molhadas
Sou feita do impulso
Sou feita do abraço ali e da ligação aqui
Feita dos tempos de amor e perdas
Mornice dos meus peitos que caem como mãos cansadas
Há minutos eu deitei e olhei com sabor os corpos de morenas
Senti águas nos meus pés e desejos no meu ventre
A necessidade da exteriorização e visualidade do meu ser
Clareio meus pesadelos e abraço com sinceridade
Olho nos olhos e faço poemas ao que passa
Me estendo em amores
Corro para saudades
Sensações libertárias que fogem de mim
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