Pode ser que eu esteja inventando saudades e sentimentos, mas meus olhos param ao ver nossa indiferença
O tempo corre enquanto ando para você,
enquanto chego,
enquanto como,
enquanto subo.
Parada vou ouvindo o silêncio e desvendado sensações
Rádios pifam e epifanias surgem
Bebês do metrô me chamam com as mãos,
meu pensamento voa em materno,
Afrodite está pulsando em mim.
Revejo minhas opções,
analiso a infância sexual,
cabelos jogados imitando Gal me puxam pelos vestidos floridos.
Faltam tempos nos espaços onde a areia é pesada e minhas energia vibra.
Eu só precisava ver você.
Exagero meus sentimentos, ficciono os fatos e estou submersa em realidade
Minha vida resfriada é banhada em beleza.
Caio num desvio fascinante que coletivamente conquista minha vida, minha arte, meu respirar.
O amor é o que me move.
Meu corpo não é capaz de esperar que a chuva passe e eu não me molhe.
Preciso que chova em mim,
preciso beijar na chuva e acolher envelopes xerocados.
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