terça-feira, 14 de agosto de 2012

Processos ilimitados

Faço pautas de melões e doces ilusões
Faço poemas sonolentos e amores em eventos
Faço olhos no metrô, faço universos oníricos no curso das ruas, faço risos cinematográficos, faço enganos internos, faço atrasos vermelhos, faço desvios performativos, faço arcanos desconhecidos, faço mar e ar da respiração

Desconfio de suas verdades e gosto de seus tons, seus silêncios, seus sabores com anéis pendurados nos risos egoístas

João acorda Recife com máscaras de mistério

Imagens boiam na abertura da tinta mole escorregando pela irresponsabilidade sorridente

Nossas imagens socam fones de ouvido na necessidade solitária de ser e ver

Meus pães jogam vermelhos espirros em cervejas mal resolvidas
Sítios nus dançam exalando hortelã
Cactos andrógenos jorram água doce em câmeras acampadas
Interesses azuis arcando com a poesia de um coletivo

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