sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ninguém vai nos perdoar

Você faz minha alma amplificar, poeta do exagero
O volume de dentro de mim cria extensões pela pele, meu sangue vai correndo mais quente
Os ossos suspendem, nós vamos caminhando fazendo shows
Vamos fazendo poesias do que a gente vive
A loucura da vida corre em meus músculos que sobem e sentem o olhar verdadeiro
Tudo fazendo parte do nosso show, meu amor
A monotonia vai engolindo a burguesia onde cheiramos mal
Nosso espírito anda com o tempo
Nossa sede de vida
Nossa loucura por viver
Nosso tudo ou nunca mais
Nossas invenções
Meus apertos doloridos pela sua alma rica
Meus choros vão a lugares intocáveis
Tocam a poesia do presente
Os museus de grandes novidades inventando amores e criando dores
Dedicando o show hoje a você
O espetáculo da vida
A dança da morte com cara viva
Você engolindo bocas no Madame Satã, tirando sangue nas pedras e espelhos
Nós sugando todo o amor que há na vida
Batidas em portas evocando sua voz
A rouquidão dolorida gritando para engolir sua presença
Ah Cazuza, já que eu não posso me levar, quero que você me leve
Com sua verdade, sua arte, sua existência em mim
Estremeço em arrepios, sorrisos maternos afogados em amor

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