terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mariana desviada

Minhas mãos saboreiam peles desconhecidas com os olhos fechados
Entreabertas as pernas para ver qual mão se esconde em meu cheiro
Fascínios de pétalas rosadas beijam bocas desconhecidas
Bocas docentes assustam a pele cheirando camisetas brancas
Amargos gostos interrompem a beleza do beijo
Macacões enrolados trazem pelos que sugam a noite

Meus olhos choram parafusos que miram seu corpo
Suas pintas espalham sorrisos pelos cavalos
Nossos braços amortecem líquidos plastificados
Meu seio aquece notando o pó do amor
Minha voz esvaindo com o som do caminhão de lixo
Meu suor se espalhando com o seu
Sons ecoam pela rua
Músicas se espalham entre nossos corpos
Seu corpo mergulha em calma
Sua voz espera o ouvinte
Seu espírito bonito cavando a não dominação

Violões engolem nossos ciúmes
Nossa angústia colorindo telefonemas na madrugada
Você ama o inimigo, e se torna inimigo do amor
Em quartos de estrelas cênicas nosso silêncio espeta a dor
Minha fuga é fraca
Meu desejo é forte
Você olhando para o alto
Você brincando de ouvir sociedades
Sendo sua comida e admirando nossa pequenez


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