quarta-feira, 4 de julho de 2012

Hotel do canto

Interconectadas as bocas vão se unindo e fazendo comer dedos em vaginas.
No banheiro, o suor une fios de cabelos embaralhados no rosto e chapéus pretos.
Frestas das portas vão trancando as meninas em chaves quadradas.
O ciúme se transforma em tesão.
Vou me entregando facilmente, 
intensando os sorrisos e olhares.
Amo beijos, bocas e cheiros do pescoço de um alguém quase tapioca.
A festa vai se fazendo, vão chegando, embriaguez, risos, barcos, angústias, muitas angústias, choros, Jimmys...

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