quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Árvore inglesa

Em campos de memórias inatingíveis, 
meus olhos escutam fantasias 
e voam por cubos que andam pelo céu com árvores nos interiores de teatros.
O ar de uma camisa se choca com a água que cobre a maconha de São Paulo.
O amor jogado por seres incabíveis aos próprios corpos.

Os impulsos são barrados e coloco meu ser julgador à frente das possibilidades de belas poesias.

Mal compreendo o calor que escorre por microfones.

A língua inglesa me tira de cadeiras vermelhas e leva idosos ao choro da dor com a solidão pequena que corrói cada gota de unha.
As atmosferas de livros e encontros teatrais trazem a incompreensão emanada pelos meus olhos que algo querem exalar.
Voltam as vestimentas brancas e em 775 gemidos as mãos vão até o joelho como que calando os balanços estralados.

Nada sai a não ser a incompreensão.

O automático movimento se vira como que coreografado enquanto eu continuo 
falando de nada para o nada.
Não há mais questões para molhar minha ignorância.

Quero ouvir a fluidez do velho sábio, sugar seu amor e colher sua arte.
A frieza dos ingleses está me cansando, porém suas traduções riem cheirando Dionísio.
Deus surge nos ouvidos enquanto pulam palmas no meu colo.

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