sábado, 1 de setembro de 2012

Redemoinho

Meu peito se abriu como um rio desabando em ondas fortes, 
o vazio brotou enquanto foi rasgado com a correnteza.
De um lado para o outro eu boio sozinha no mar do próprio peito.
Sinto a região banhada de sangue, 
meu sangue virou um mar no meu peito, 
que às vezes deságua para os cantos em círculos, 
noutras canta com ondas que sobem ao pescoço e ali se concentra todo o sentimento que houver nesse sangue.
Meu sangue se movimenta ingenuamente. 
Minha dor é cessada, mentira.
Hoje eu tenho várias pedras no peito.

O amor é feito de mentiras.
A existência está afogada em enganos e ações falsas queimadas pelo interesse.
As maturidades sempre se aproveitando da minha vontade de viver.
Eu prefiro me enganar me jogando onde meu corpo precisar pular.

Meu rio sanguíneo volta a correr tranquilamente, mentira.

Onde está a nuvem que dança ao sair do olhar da lua?
Logo aparece.

Meu sangue poderia disparar minha metralhadora cheia de mágoas.

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