A realidade sempre me cansa,
realidade que eu gosto de chupar pelas vértebras,
respirar a natureza
e ter o que o amor mais estiver pronto a molhar.
Não há ninguém que mereça a mediocridade e ignorância.
Um lugar que chega em mim como luas cortadas por nuvem esfumaçadas que cheiram o incenso da falsidade.
Minha insegurança é do tamanho dos tantos beijos que damos aos outros.
Meu sexo está lento e cheirando hortelã com banana madura.
Minha escrita cria rédeas e a isso, todo o meu desprezo.
Minha constante insatisfação,
minha constante comodidade,
meu inconstante ser.
Eu preciso sentar ao lado de fogueiras
e receber todo o calor de José Celso Martinez Corrêa,
mergulhar no amor das terras e torres.
Banhar-me em espelhos que cortam troncos de árvores.
O que faria a infelicidade exacerbar?
O corte da ilusão, o fim das minhas tantas invenções.
Fui tatuada pela hipocrisia,
fui jogada na ignorância,
estou deitada no esquecimento
e só sou capaz de roncar solidão.
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