quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Fogueira da zona

A realidade sempre me cansa, 
realidade que eu gosto de chupar pelas vértebras, 
respirar a natureza 
e ter o que o amor mais estiver pronto a molhar.

Não há ninguém que mereça a mediocridade e ignorância.

Um lugar que chega em mim como luas cortadas por nuvem esfumaçadas que cheiram o incenso da falsidade.
Minha insegurança é do tamanho dos tantos beijos que damos aos outros.
Meu sexo está lento e cheirando hortelã com banana madura.
Minha escrita cria rédeas e a isso, todo o meu desprezo.

Minha constante insatisfação, 
minha constante comodidade, 
meu inconstante ser.

Eu preciso sentar ao lado de fogueiras 
e receber todo o calor de José Celso Martinez Corrêa, 
mergulhar no amor das terras e torres.
Banhar-me em espelhos que cortam troncos de árvores.

A existência está sendo carregada morro abaixo.
O que faria a infelicidade exacerbar?
O corte da ilusão, o fim das minhas tantas invenções.
Fui tatuada pela hipocrisia,
fui jogada na ignorância,
estou deitada no esquecimento
e só sou capaz de roncar solidão.

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