Eu sinto as falas sendo feitas enquanto cigarros cobrem minha vontade de Teatro Oficina.
Olhares desprezíveis me lateralizam molhando barba e cuspindo meus líquidos brancos.
Ainda sou o que distancia a voz da garganta, o corpo da pele e a palavra da língua.
Sinto conhaques em meus olhares e só preciso de um abraço que cubra minha existência com poesia.
Fingirei virgindades recalcadas que sorriem falsas palavras
Jogo apenas memória de Teatro Oficina.
Danço no ritmo da cor africana
Molho meu seio com passos escuros.
Deixo os olhos irem até a gordura que cansa os afastamentos falsos.
Não sei qual a razão da arte.
Apenas preciso fugir da vida com um sorriso indeciso.
Quero jogar meu corpo na rua, colorir minha vagina com folhas de fichário anônimas e abandonadas.
Minha rouquidão me prende em urinas tristes.
Ainda sinto o cheiro da solidão plantada na delícia de ser quem eu sou.
Pra que serve o teatro?
Por que vivo?
Preciso ser meu corpo antes de qualquer instância paroxista do meu ego.
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