Não houve ao menos pianos cantando hoje.
Estou mais sem graça que uma top model magrela na passarela.
Chego a sorrir grosserias.
Sinto dificuldade de sorrir.
Onde estou?
Onde está minha essência.
Então vejo minhas verdades me engolindo, estou coberta de mim mesma, estou cansada de mim.
Minhas isabellas me cansam, não sei mais ser eu.
Sou a estátua da iminência.
Sou a tentativa.
Sou o início de tudo e nenhum fim.
Não possuo caminhos, sou só desejos.
Me dê um gole de vida.
Sinto que nem a morte seria capaz de me tirar de mim mesma.
Poderia morrer.
Sentir a frieza, sentir o ser parado ao parar na vida.
Qual o sentido de viver estando parada?
Eu sou o nada.
Nada.
Não digam o nada gritado, o nada irônico,
não matem a dor do nada,
não ignorem a solidão do nada.
Estou então colhendo minha irreverência?
Colhendo a rebeldia?
Me lembro das minhas alegrias agora que estou só no mundo cheirando a monotonia.
Não sei como olhar para outro ponto de vida.
Preciso sair do frio que me consome.
E ninguém sentirá minha falta,
nem mesmo a solidão, quem nunca me abandona.
E se eu saísse dessa existência?
ME DÊ UM GOLE DE VIDA.
Só me sinto deslocada,
deslocada de tudo,
sou a estrada do mar,
o poste do sol
ou a janela da lua.
Sinto minha lágrima fria e lenta que aquece minha angústia.
Cadê o amor?
Não há limite no anormal.
Nua com a minha poesia, pobre poesia.
muuuuuuuuuito bom
ResponderExcluirmuito parecido com o que senti
demais isso....