Sorrio enquanto meu peito morde minha existência
Caminho com passos pesados cantando minha dor na cidade
Cidade sem o fim do som que me atormenta por aqui estar.
O que é esse mundo?
Vou sendo feita pra acabar
Nua com a mão em qualquer arte que me salve da vida.
Meu deslocamento nesse tempo-espaço me alivia na loucura de uma falsa paciência
Eu não caibo em mim.
Eu sou pouco pra existir com minha alma.
Minha alma me bate e acorrenta meus músculos cansados.
Dou pausas para sentir a dor prazerosa do meu choro dolorido.
Não ouvirei cobranças em meu peito.
Meu sujo distribuindo amor.
Me afogo nas minhas mentiras.
Não consigo ser mais que uma falsa existência.
Vou buscando quem eu sou fugindo da verdade que tanto amo.
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