sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Onde

Onde está minha falsidade
Meus olhos são fechados lentamente pelas forças das lágrimas
Minhas profundas saudações leoninas se escorrem pelo meu rosto simétrico
Ainda meus olhos jorram com a intensidade de um leão a salvação pura da invenção
Sou abordada por amores e inventada por dores
Repito as meras ponderações e acolho as repetidas repartições
Ainda jorro meu gosto ao que mais intensamente sugar minha pela enquanto canto a dor
Meu peito ainda quer expulsar a ansiedade
Ainda sou apenas o desejo
Ainda desenho iminências
Ainda não ando nem paro
Ainda sou o muro infeliz da repartição aristotélica
Minhas mentes não mais suportam sua antipatia de teatro
Não quero um teatro que só queira expor algo
Não me move um teatro que só queira o elogio
Eu quero a dor latente da doença escorrendo pela performance
Busco o sabor da verdade quando uma identidade revela arcanos e dores reais
Não admito seus bicos moles que me enganaram por tanto tempo
Me afogo em outra ilusão
Não sou mais que a cerveja entupindo a garganta
Ainda boio em mentiras
Ainda não sei existir.

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